E eu dizia ainda é cedo..
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Pride and Joy
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Símbolos contrários chocaram-se embaixo de uma mesa movimentada. Já cansados da vida pouca, enfim, foram tirados da agonia do enclausuramento periódico. Nunca poderiam imaginar que um encontro mais que concreto aconteceria em um lugar tão superficial. Entreolharam-se e fizeram jogo duro. Seus fantoches mecânicos não silenciavam em momento algum. Nada era tranqüilo e os protagonistas se matariam por nada. Cenas fortes estavam por vir sem comunicados. Sorrateiramente, passadas ligeiras ofuscaram a batalha dos símbolos orgulhosos.
A apresentação de um duelo é sutil, inevitável e cautelosa... A sorte antecipando a morte. Mas, nesse encontro, a desavença era desarmada.
[Nícolas]
A apresentação de um duelo é sutil, inevitável e cautelosa... A sorte antecipando a morte. Mas, nesse encontro, a desavença era desarmada.
[Nícolas]
Kafka?
Um incêndio toma conta da minha sala. Transeuntes passam mirando minha casa em ruínas, alguns perguntam sobre a minha vida, recolhem suas crianças, trocam figurinhas. Mas e a casa? A minha casa é tudo que eu tenho! Tragam os baldes, os carros-pipa, tudo o que for preciso para salvar anos e anos de conquistas e trabalho duro. Não quero pilhas de jornais velhos, muito menos combustíveis inflamáveis, pessoas. Me venda sua água disponível, eu pagarei assim que puder.
O socorro chegou. Homens armados com equipamentos robustos desceram de seus carros vermelhos e apontaram o que pareciam ser armas na direção da minha humilde casa. De repente várias labaredas tomaram formas gigantescas e avançaram contra todos que se aproximavam da construção. O desespero tomou conta da vizinhança. O fogo já se encaminhava para prédios vizinhos e veículos estacionados aparentemente sem donos. Eu abria e cerrava os olhos com força sem entender como acordei naquele filme.
Respirei fundo, olhei para uma senhora mal-encarada que passeava com seu cachorro comprido e fui perdendo o controle da situação. Já olhava para o fogaréu sem muita esperança. Desci a rua arrastando meus trapos, enfurecido com o que me acontecia...
Nada era de mentira, eu podia sentir a minha cólera. O céu era bem real.
[Nícolas]
O socorro chegou. Homens armados com equipamentos robustos desceram de seus carros vermelhos e apontaram o que pareciam ser armas na direção da minha humilde casa. De repente várias labaredas tomaram formas gigantescas e avançaram contra todos que se aproximavam da construção. O desespero tomou conta da vizinhança. O fogo já se encaminhava para prédios vizinhos e veículos estacionados aparentemente sem donos. Eu abria e cerrava os olhos com força sem entender como acordei naquele filme.
Respirei fundo, olhei para uma senhora mal-encarada que passeava com seu cachorro comprido e fui perdendo o controle da situação. Já olhava para o fogaréu sem muita esperança. Desci a rua arrastando meus trapos, enfurecido com o que me acontecia...
Nada era de mentira, eu podia sentir a minha cólera. O céu era bem real.
[Nícolas]
Quatro e dezoito
É um equilíbrio que não se altera com qualquer impacto. Funciona até desligado e com as baterias arriadas. Voltas e voltas gelatinosas escondem o mistério de um universo comprimido. Coisa de doido. Nada parece encaixar, desmontar, se unificar. Nada foi posto à mesa só algumas cenas configuradas.
Cada caso é um caso e o que foi discutido há duas horas será debatido nas próximas colheradas. Tem um cara aí falando que a capacidade de um defic... o que?Desculpe, amigo. Agora é o meu programa favorito. Agora verei o que aconteceu no mundo enquanto eu dormia.
[Nícolas]
[Nícolas]
Arquivos mal compreendidos
Foram alguns ajustes e algumas renomeações. Textos curtos, quase imperceptíveis, mas com muito brilho e distorção. Dezenas e dezenas delas dançaram conforme o Rap. Uma verdadeira dança de letras e algarismos. Arquivos mal compreendidos.
[Nícolas]
[Nícolas]
quinta-feira, 17 de março de 2011
Depois de uma noite pouco tranquila, levantei e segui ruídos que vinham da cozinha. Anestesiado e com pouco discernimento, andei pela casa procurando comida e distração. Eram seis horas e nada estava de pé, a não ser eu e minha mãe. O aroma do café e o do pão fresquinho me consumia. Estava faminto. Minuto a minuto a casa quatro despertava.
Já passava das sete e meia e assistia TV no quarto ao lado quando fui surpreendido por uma voz mais que familiar:
- Agora acredita quando eu falo que é preciso acordar cedo todos os dias?
- Você está de bom-humor. Isso não acontece quando dorme até o meio dia.
- Verdade - Eu respondi.
Aquela era uma das raras manhãs em que eu me fazia presente na rotina deles. Sem despertador e sem nenhum compromisso.
Como viram, pretendo postar aqui no blog algumas cenas do meu dia-a-dia. Aprecio muito o desafio de transcrever cenas como essa. Espero que gostem.
Nícolas Marcos
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