Depois de uma noite pouco tranquila, levantei e segui ruídos que vinham da cozinha. Anestesiado e com pouco discernimento, andei pela casa procurando comida e distração. Eram seis horas e nada estava de pé, a não ser eu e minha mãe. O aroma do café e o do pão fresquinho me consumia. Estava faminto. Minuto a minuto a casa quatro despertava.
Já passava das sete e meia e assistia TV no quarto ao lado quando fui surpreendido por uma voz mais que familiar:
- Agora acredita quando eu falo que é preciso acordar cedo todos os dias?
- Você está de bom-humor. Isso não acontece quando dorme até o meio dia.
- Verdade - Eu respondi.
Aquela era uma das raras manhãs em que eu me fazia presente na rotina deles. Sem despertador e sem nenhum compromisso.
Como viram, pretendo postar aqui no blog algumas cenas do meu dia-a-dia. Aprecio muito o desafio de transcrever cenas como essa. Espero que gostem.
Nícolas Marcos
é, eu sei, é uma delícia acordar cedo. mas sabe, ver a lua saindo e chamando o sol é muito mais divertido. ;x
ResponderExcluirHey,
ResponderExcluirFeliz demais por ter você por aqui.
Gostei muito de sua proposta e mais ainda do texto de estréia.
Sabe o que é melhor de dormir? Saber que acordará.
Beijo.
Sempre ouvi falarem: " quem muito dorme, pouco vê". A cena descrita por vc confirma que pequenos detalhes como esses fazem grande diferença em nossa vida, principalmente quando temos a chance de vivê-los.Bom saber que existe uma pessoa de sensibilidade e inteligência encantadoras fazendo parte do meu convívio. Abração BBBOOM! rrsrs Raquel
ResponderExcluirNícolas,
ResponderExcluirSutilezas, impressões que elevam o comum à condição de Literatura: 'O aroma do café e o do pão fresquinho me consumia.'
Bom viver entre-palavras, não?
Beijo e parabéns!
Teresa